Baú Crepuscular - o blog do Lauro

Atualidades Mantiqueiras, Histórias Crepusculares, Hábitos Macaúbicos, Artigos, crônicas, devaneios e outras viagens. Só quero ver a Sanja passar…

23.2.09

Carnaval saboroso!


Um dos ícones da gastronomia botequeira paulistana é o sanduíche de pernil do Bar Estadão. No velho centro da metrópole, a casa, com seu menu popular e cheio de sabor, é um ambiente democrático, recebendo do office-boy ao executivo, do contínuo ao chefe de redação.

O glutão que assina este blog planejou algumas vezes a degustação in loco do mítico sanduba. Por variadas razões, nunca deu certo.

Sabedor da minha orfandade, o generoso amigo Rodrigo Meirelles, que se apaixonou por uma moça de pedigree macaúbico, trouxe pra Sanja uma peça de pernil do Estadão para fazermos a iguaria sob as bençãos dos crepúsculos maravilhosos.

Sim, eles vendem o traseiro suíno pra viagem, ensinam a cortar e botam no kit um baldinho com o molho que dá um tchan no lanche. E como o sanduíche pede pão francês fresquinho, cá nas paragens da Beloca optamos pelo da Castelo, que nada fica devendo aos das melhores boulangeries da Paulicéia.

 O pernil ainda inteiro e o molho "secreto" que vem no kit

 

 Fatiando a peça e montando o sanduba

 

clique aqui e visite o site do Bar Estadão

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    15:38 — Arquivado em: Sem categoria

15.1.09

Orgulho crepuscular

Milagros – uma empresa que é um orgulho da nação crepuscular. Assistam o vídeo no link abaixo.  E segue também a repostagem de um texto recente deste blogueiro que fala sobre criador e criatura.

 

 

clique aqui e assista

 

 

 

INCENSOS MACAÚBICOS

 

Amaury Júnior é aquele colunista televisivo que recebe polpudos jabás para adular artistas, socialites e medalhões do PIB. O cara faz publicidade e promoção em embalagem de entrevista. Não seria exagero tachá-lo de embusteiro.

Cá nas plagas mantiqueiras, este escriba, em alguns casos, até pode ser carimbado como impostor, mas seus logros não valem um vintém para promover nada nem ninguém. Nem sorvete de macaúba eu ganho.

A (boa) história a seguir relatada, portanto, não oculta nenhum dinheiro espúrio. Ela é contada apenas e tão somente pela riqueza do enredo e pelas raízes crepusculares. E sem impostura, no máximo uma ou outra licença poética.

Nascido às margens do Jaguari, pupilo da Vera Gomes e outros mestres do bom e rígido Instituto de antanho, Martinho foi um infante-adolescente que gostava de recreações eqüestres. E antes que maldosos façam ilações infames, informo que a recreação era bem ortodoxa. Montaria convencional e só.

 O canudo universitário veio em 1983. O neo-agrônomo foi ganhar os primeiros caraminguás pesquisando a ferrugem da folha do café. Trabalho digno, mas monótono e pouco palpável.

Fugindo da bioquímica ferruginosa maçante, o crepuscular conseguiu um estágio numa produtora de comerciais. Viagens, glamour e locações exóticas. Numa destas, o crepuscular passou a noite no topo de um arranha-céu da Paulista com duas modelos dançando nuas ao som de música new age. As tomadas eram feitas de um helicóptero.

Noutras, Martinho cruzou com um patuá de celebridades: contou piadas para o Chico Anysio, carregou o sofá da Hebe, gargalhou com a Nair Bello, bateu bola com o Pelé e cheirou lança-perfume com a Rita Lee…

O Tietê malcheiroso, as piadas já sem graças do Chico Anysio e um português repetitivo empurraram o macaúbico para a Londres do Tâmisa, do Mr. Bean e do inglês pouco explorado. Em dois anos no reino de Beth Segundona, o rapaz latino-americano lavou e serviu pratos. Até a grama sagrada de Wimbledon ele cortou.

Enjoado do chá das cinco e outras pontualidades, o intrépido viajante fez um tour pelo Velho Mundo, dos bistrôs parisienses às tulipas de Amsterdã. E o incrível périplo do nativo de Sanja ainda teve uma esticada até o longínquo sudeste da Ásia. Até fondue de vulcão em Java ele comeu.

Voltou para o Brasil e voltou para o glamour da publicidade. Por pouco tempo. As modelos cheias de curvas que dançaram nuas agora eram anoréxicas nas passarelas da São Paulo Fashion Week. O mundinho do Amaury Júnior perdera a graça.

“Chamado” a andejar pela Espanha, Martinho percorreu os 800 km do Caminho de Santiago de Compostella e descobriu o real sentido da vida. Martinho jura que nunca leu Paulo Coelho e nem foi influenciado por ele. 

E o real sentido da vida é Sanja, macaúba, buscar água na Prata, chope no Tekinfin e outros hábitos do “beloca way of life”.

Rememorando os múltiplos aromas de incenso do Caminho, nosso herói procurou a resina perfumada em terras tapuias. Nada.

Da frustrada busca nasceu uma idéia, da idéia um projeto, e do projeto a Milagros, uma empresa que se orgulha de ser genuinamente sanjoanense.

A Milagros já é um sucesso importando, beneficiando e fragmentando as substâncias aromáticas. O sucesso é inconteste.

Agora só falta a cereja no bolo. Agora só falta o selo “AUTHENTIC OFFICIAL CREPUSCULAR”.

E o selo virá com um perfume revolucionário. Batinas serão sacudidas e o alto clero vai embarcar num frisson com o novíssimo “Macaúba Gold Fragrance”.

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    20:45 — Arquivado em: Sem categoria

21.12.08

Boas Festas!

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    21:18 — Arquivado em: Sem categoria

28.11.08

Férias??!! De novo??!! 5

Duas dicas de comida: uma no Brasil e outra na Argentina.

Casa da Esfiha Beirut - Av. Juscelino Kubitschek, 453, Centro, Foz do Iguaçu

A higiene é precária e o atendimento é nada simpático, mas a chawarma de carne ou frango compensa com sobra os pontos negativos. Peça o molho de alho para acompanhar.

Também conhecida como "churrasquinho grego", a chawarma leva carne ou frango picados, salada, especiarias árabes, tudo enrolado num pão sírio e prensado antes de servir.

Chawarma em Foz: o sabor compensa o serviço precário dos "brimos"

Em Puerto Iguazú é possível comer um chorizo que nada fica devendo aos dos portenhos da capital Buenos Aires. Suculento, sangrando e servido naquele corretíssimo serviço que os argentinos fazem como ninguém. Não me lembro o nome do restaurante que fica na Avenida Córdoba, 135

Carne e serviço que os portenhos fazem como ninguém

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    14:32 — Arquivado em: Sem categoria

Férias??!! De novo??!! 4

Ciudad del Este, Paraguai. Lugar imundo, fétido, trânsito caótico, comerciantes desonestos que abordam agressivamente os turistas. Uma terra sem lei!!! Um lugar pra nunca mais voltar!!!

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    14:09 — Arquivado em: Sem categoria

Férias??!! De novo??!! 3

A Itaipu Binacional começou a ser construída no Rio Paraná em 1975 em um acordo entre o Brasil e Paraguai, nove anos depois a usina já começou a operar e alguns anos depois já gerava energia suficiente para manter o Brasil durante 81 dias. É a maior usina hidrelétrica em produção de energia do mundo.

fonte: http://www.loumarturismo.com.br/itaipu.htm

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    13:58 — Arquivado em: Sem categoria

Férias??!! De novo??!! 2

Espetacular!!!!

A palavra Iguaçu significa "água grande", na etimologia tupi-guarani. As Cataratas são formadas pelas quedas do rio Iguaçu. Dezoito quilômetros antes de juntar-se ao rio Paraná, o Iguaçu vence um desnível do terreno e se precipita em quedas de 65 m de altura em média, numa largura de 2780 m. Sua formação geológica data de aproximadamente 150 milhões de anos.

fonte: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/cataratas.asp

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    13:47 — Arquivado em: Sem categoria

Férias??!! De novo??!!

No caminho para Foz do Iguaçu, um pit stop em Maringá. Uma rápida pesquisa na net e descobrimos o CUPIMania, que diz servir a dupla mais famosa da cidade: chope gelado e cupim casquerado. Eu voltaria a Maringá só pra um bis no cupim. Bão pra c…!!!!!

A mandioca cozida e o feijão tropeiro casam à perfeição com o cupim

http://www.cupimania.com.br/

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    13:31 — Arquivado em: Sem categoria

28.10.08

Comedores de rabo

No exílio limeirense de algum tempo atrás, o almoço das sextas-feiras era sagrado no Recanto do Bego (pronuncia-se Bêgo). O restaurante, off-downtown, está instalado no fundo do bar de mesmo nome.
Uma equipe atenciosa, um salão arejado, nenhuma concessão ao self-service e uma rabada com polenta que deveria constar em qualquer guia de boa mesa.
Sexta última, uma reunião de trabalho me levou a Limeira. Desnecessário dizer da emoção do reencontro com o rabo mais gostoso do interior paulista.
Generoso, o bancário-blogueiro compartilhou o rabo do Bego com alguns colegas. Também desnecessário dizer que nunca antes na história deste país eles comeram tão belo rabo.
Em alguns, de paladar mais ortodoxo, algumas lágrimas verteram pelo inigualável sabor heterodoxo do cardápio ‘beguense’.

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    21:56 — Arquivado em: Sem categoria

27.10.08

Magalhães - The Sanja Voice

No jornalismo televisivo contemporâneo não há mais espaço para aqueles somente dotados de boa voz e/ou dicção impecável. Apresentadores ledores de teleprompter e entrevistadores escravos do script são cada vez mais avis rara nos noticiários da telinha. Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Ferreira Martins, entre outros, hoje dão lugar aos chamados âncoras. Willlians, Bonner e Waack, Ricardo Boechat, Carlos Nascimento, Boris Casoy, além de muitos, são exemplos mais notáveis destes apresentadores com lastro jornalístico. Para estes, apresentar o telejornal é somente uma das etapas do trabalho. Eles pautam, apuram, editam e, claro, apresentam.

Cá na província crepuscular, Antonio Luiz Magalhães, 37 anos, é uma espécie do segundo tipo. Seus admiráveis dotes vocais apenas externam com elegância o produto do nobre labor da busca da notícia. Seus predicados podem ser conferidos em Sanja e região pelos telespectadores da TV União, onde Magalhães edita e apresenta o “Jornal do Dia” e o “Região 2000”.

Noite destas, na coxia do Theatro Municipal, alinhavamos, e depois arrematamos por e-mail, o bate-papo que segue:

 Magalhães na entrevista que ele reputa a mais difícil  

Sanja quer saber dos seus primórdios profissionais.
Foi em 1988, na Rádio Piratininga. Um amigo procurava emprego e, como tinha boa voz, sugeri que procurasse alguma emissora de rádio e fizesse um teste. Deu certo e foi admitido pela Piratininga. Meses depois, ele cismou que eu também levava jeito pra coisa e convenceu o Oscar Castellan a me deixar fazer o que chamávamos de “piloto”, que consistia em gravar textos comerciais, notícias de jornal, notas de falecimento, etc. Passei na avaliação e estreei num programa noturno, aos sábados, chamado “Agito Total”. Depois fui apresentar o “Rotativa no Ar”, ao lado do Wanderlei Fleming, e um outro programa à tarde cujo nome era “São João é o Destaque”. Integrei a equipe de esportes da casa e tive a felicidade —e a sorte— de trabalhar com profissionais do quilate de Ailton Fonseca, Milton Mazzarini, Fábio Silveira, Peterson Marin e André Luís. Fiquei na Piratininga até 1993, de onde saí para trabalhar nas rádios Mirante e Jovem Pan, da família Pirajá. Também passei pelo rádio mineiro, quando militei nas equipes esportivas das Rádios Cultura e Difusora AM.

As macaúbas querem rir com o folclore dos estúdios.
São muitas as histórias de bastidores. Testemunhei um episódio hilário na Rádio Piratininga, durante o programa “Dez Discos para Milhões”, apresentado pelo inesquecível Jota Amaral. Ele havia convidado o recém-ordenado Bispo de São João, Dom Dadeus Grings, para uma entrevista. Na hora combinada, chegam Dom Dadeus e o então Cônego Luisinho (Padre Luisinho). Como Amaral tinha dificuldades em memorizar nomes, olhou para os dois sacerdotes parados na porta do estúdio e gritou lá da mesa: “Entra aí, ô fariseu!”. Uma outra história, também protagonizada pelo Jota, envolveu o autor de novelas Benedito Ruy Barbosa. Após conceder entrevista sobre o sucesso da novela Pantanal, exibida na extinta TV Manchete, Benedito agradeceu ao Amaral pelas mudas de ipê. Disse que ficariam muito bonitas na entrada de seu sítio, pois, sendo uma de cada cor —amarela, roxa e branca— dariam um toque todo especial. No que eu perguntei ao Jota se as mudas de ipê eram mesmo uma de cada cor, ele respondeu: “‘Bregojelo’, são todas amarelas, mas quando elas crescerem eu não estarei mais aqui”. Na rádio Mirante, o falecido repórter Carlos Augusto, deu a seguinte manchete no noticiário do meio-dia: “Começa em São João a Vacinação da Gripe contra os idosos”. A casa caiu.

 
O crepúsculo quer saber da sua aurora na telinha.
Estou na TV União desde 1994, quando ainda se chamava TV São João. Em 1996, o Paulo Falda assumiu a direção, a TV mudou de nome e ele me convidou para a área comercial. Em 1997, com a eleição do prefeito Laert, o Paulo teve a idéia de criar um programa para entrevistar os vereadores e decidiu que o nome seria “São João 2000”, até por conta da expectativa em relação ao ano 2000, a chegada de um novo século, essas coisas. O programa permaneceu e virou “Região 2000” em função de a TV ter expandido o sinal para outras cidades da região.

Dona Gertrudes quer saber das agruras, glórias e gafes na TV.
A entrevista mais difícil, sem dúvida, foi a que fiz com o governador José Serra, em 2005, na época pré-candidato ao governo do Estado. Ele veio com um entourage de assessores que permaneceu no estúdio o tempo todo. A entrevista foi tensa por isso. Bom, uma gafe que cometi, dentre tantas. Convidei a Vera Von Gossler, da União Sanjoanense de Proteção aos Animais (USPA) para falar a respeito de uma campanha da entidade. No final, ao agradecer, elogiei a USPA e disse que “os cavalos, as vacas e os cachorros” também o faziam. É lógico que esse trecho não foi ao ar. A entrevista que mais rendeu e repercutiu foi com o humorista Juca Chaves, em janeiro do ano passado.

Dona Beloca quer saber a sua opinião sobre panorama do jornalismo hoje com o advento da internet.
Não é exagero afirmar que o advento da internet, esse meio fantástico de comunicação, abalou as estruturas do jornalismo. Nunca tantos tiveram tanto poder de se comunicar livremente, sem a interferência e intermediação de quem quer que seja. Aí estão os blogs, os podcasts e outras ferramentas à disposição de qualquer pessoa que queira veicular uma mensagem na grande rede. Para simplificar, usarei a definição dada pelo jornalista Ricardo Kotscho para esse fenômeno: “Vivíamos até outro dia em um país com meia dúzia de formadores de opinião, desde sempre encastelados na imprensa de papel, quer dizer, em jornais e revistas. Para a direção que eles indicavam, o chamado povo deveria seguir, reproduzindo seus pensamentos, gostos, preferências e votos, automaticamente. Senhoras e senhores, devo informar que este tempo acabou. Opinião pública deixou de ser sinônimo de opinião publicada”. O desafio do jornalismo, dentro dessa perspectiva, é investir em conteúdos de qualidade produzidos especialmente para a internet.

A Mantiqueira quer saber se você acha importante o diploma de jornalista para o exercício da profissão.
É importante porque fornece base teórica sobre uma série de temas necessários à formação do jornalista. Na faculdade se aprende filosofia, economia, psicologia, legislação, ética, língua portuguesa e técnicas para o desenvolvimento do trabalho nas diferentes mídias. Há jornalistas consagrados que nunca freqüentaram faculdade, mas são exceções cada vez mais raras.

Joaquim José quer saber quais características devem estar no cesto de um bom jornalista.
O jornalista deve se lembrar de que é um instrumento da sociedade. Ser honesto quando apura e divulga uma informação, pois, o resultado poderá ter impacto e de alguma forma beneficiar ou prejudicar alguém ou a coletividade. Ter em mente que o veículo onde trabalha permanece, ele, jornalista, passa. Outra coisa: jornalista não é artista. Nosso trabalho é árduo.

Pagu quer saber o pôster de qual jornalista está colado no seu guarda-roupa.
Poderia citar vários que li: Fernando Moraes, Euclides da Cunha, Cláudio Abramo, Samuel Wainer, Truman Capote, Ricardo Kotscho, Mino Carta, etc. Mas o meu preferido é Ricardo Noblat, sobretudo pelo ótimo texto e também pela capacidade de se adaptar às novas mídias. Afinal, ele foi o primeiro jornalista brasileiro de renome a ter um blog.

Nota do blogueiro: Magalhães, em off the records, reafirma a sua tietagem pelo Noblat, mas declara que quem merece a porta do seu guarda-roupa são elas: a Carla Vilhena, a Rosana Jatobá e a Fabiana Scaranzi

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    20:57 — Arquivado em: Sem categoria

14.10.08

Reeleito pelos Crepúsculos

NELSON NICOLAU   -  31.829 votos - 68,43%
TERESINHA - 13.665 votos -  29,38%; MARCELO DE PAULA  -  842 votos - 1,81%; DR. EDUARDO - 175 votos - 0,38%

Os números da eleição municipal em São João da Boa Vista demonstraram a nítida opção do eleitorado. Nelson Mancini Nicolau foi reeleito com maioria inquestionável.

Este blogueiro pensa como a maioria e, num rompante inquiridor, pediu ao prefeito que respondesse algumas questões. Ele respondeu, e o resultado, em forma de entrevista, exclusiva, diga-se, segue em reprodução literal:

Vitória expressiva, inequívoca. Que leitura você faz desta manifestação do eleitorado sanjoanense?
Foi muito difícil conciliar as rotinas do cargo com as da campanha. Por isso, fiz pouca campanha. Entretanto, o resultado foi manifestação de confiança e credibilidade. Mas, também, sinaliza expectativa de que façamos muito mais. É como se dissessem: “Olha, confiamos em você, mas queremos muito mais”. Isto aumenta nossa responsabilidade de darmos as respostas esperadas.
Mais do que os votos, o que muito me emocionou foram as manifestações de carinho das crianças. Fiquei assustado com a maneira com que me abraçaram e a alegria e entusiasmo com a nossa campanha. Não posso pisar na bola. Meu comportamento tem que ser referência pra estas crianças. Não posso frustrá-las. O paradigma da ética tem que estar presente em todas as ações.

Administrar significa optar, definir prioridades. Qual é a prioridade (só vale uma) do próximo prefeito de São João da Boa Vista? Por que?
Ajudar a construir um lugar bom de se viver, com um ambiente saudável e um desenvolvimento que gere muitas oportunidades de trabalho e renda. Isto porque cidadania, liberdade, autonomia e independência, as pessoas só adquirem quando têm seus ganhos oriundos do seu trabalho.

Qual é o melhor argumento para o empresariado investir em São João da Boa Vista?
Requinte ambiental aliado a espírito empreendedor, além da infra-estrutura de serviços, localização privilegiada e programas de apoio, qualificação profissional, entre outros.

Você tem algum exemplo/ídolo na vida pública? Por que?
Meu pai, pela sua ética, despojamento de interesses pessoais e gosto em ajudar as pessoas.

Por que daqui a quatro anos São João vai ser um lugar melhor pra se viver?
Os serviços públicos estarão mais democratizados e eficazes, principalmente a saúde; os SEI’s permitirão um processo pedagógico com as crianças em período integral e a interação das famílias com a escola, construindo cidadania. A economia mais desenvolvida com os incentivos estará disponibilizando mais oportunidades de trabalho e a estrutura de cursos profissionalizantes criará acessibilidade às vagas de trabalho; a casa própria atenderá o sonho de muitas famílias de rendas menores; os programas de massificação da cultura e do esporte e a inclusão digital também estarão disponíveis.
A agenda para o ambiente pleno estará avançada com a manutenção de 100% de água e esgoto tratados, a represa inaugurada, os piscinões contendo as enchentes, o novo aterro sanitário e a coleta seletiva, o velho aterro recuperado, parques implantados, inclusive recuperação de matas ciliares. Enfim, a cidade estará limpa, pavimentada, organizada, com as leis de regulação do seu crescimento, planejada devidamente. Será um lugar melhor ainda pra se viver!

Por que morar em São João da Boa Vista?
São João é a capital do mundo! Somos românticos provincianos, ao mesmo tempo que, empreendedores, modernos e desenvolvimentistas. Multivocacionados na economia, amantes da cultura, do esporte, do lazer e das grandes festas. Caprichosos e sofisticados nas exigências quando à infra-estrutura urbana e de serviços. Isto tudo edifica uma cidade bem “arranjada”, inserida num ambiente que é um verdadeiro requinte da natureza. Onde pode ser melhor?

Por que não morar em São João da Boa Vista?
São João não é para aqueles que estão permanentemente “de mal com a vida”; que curtem perder 1/6 da vida no trânsito (já perdemos quase 1/3 dormindo!); que comemoram o Dia dos Namorados em longas horas nas filas dos restaurantes; que aspiram entusiasmados o perfume do óleo diesel; que podem conhecer viadutos e talvez pontes, mas que com certeza não conhecem as pinguelas!

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    19:31 — Arquivado em: Sem categoria

4.10.08

Macaúba Society

Amigo do peito desde sempre na era Caixa, Luis Gonzaga Pio Magalhães Jr. encontrou a cara-metade Raquel Virginelli em plagas campineiras. Eles juntaram as escovas de dente após troca de alianças em cerimônia muito íntima sob as sombras dos jequitibás. Como "Caras" não conseguiu autorização para fotos da cerimônia, um macaúbico intruso clicou para a posteridade.

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    23:18 — Arquivado em: Sem categoria

13.9.08

Macaúba com chorizo 12

 

Entrada da arena e museu boquense

El Museo de La Pásion Boquense

Quem ama o futebol não passa incólume a uma visita ao legendário estádio do Boca. Dentro do estádio tem o Museo de La Pásion Boquense, onde por ARG$ 30,00 você revive, através de vídeos, camisas, fotos e documentos, importantes momentos deste clube que é um dos mais conhecidos do mundo. E ainda: visita backstage e gramado.

É de arrepiar os dizeres de Victor Hugo Morales sobre uma gigante foto de Diego Maradona:

“Genio! Genio! Genio! Barrilete cósmico, de que planeta viniste? Gracias Dios! …por el fútbol …por Maradona …por estas lágrimas…!”

Vestiário, sala de imprensa e a cancha mítica

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    20:35 — Arquivado em: Sem categoria

Macaúba com chorizo 11

9 de Julho: noite e dia (vista do 10° andar do Hotel Salles)

Notas Porteñas

• Frio!!! Buenos Aires é européia até no clima. Na semana deste caipira lá, os termômetros não passaram dos 17°C (segundo a Josi, que se revelou uma meteorologista nata, o clima gelado se deve ao “ar da Patagônia”);

• Elegância!!! Os porteños se vestem com esmero. No primeiro dia, resolvi bater perna na Calle Florida em trajes um tanto molambentos (jeans, tênis e agasalho esportivo) para os padrões locais. O macaúbico aqui parecia um ET esfarrapado;

• Nada de self-service!!! Mesmo em restaurantes não tão requintados do centrão (Lavalle, Florida e adjacências) o serviço é corretíssimo e a La carte. Guardanapos só de tecido e o (bienvenido) couvert com pãezinhos locais é servido indistintamente quando o cliente senta à mesa;

• Em cidades turísticas, a polidez e a boa educação têm fundamentos econômicos. Em BAs, mesmo nos contatos com os nativos que aparentemente não vivem do turismo, a cortesia geral foi agradável surpresa;

• O chorizo, merecido “campeão de audiência” nas mesas, vem um tanto sem sal para o nosso paladar. A maciez e o sabor da carne são imbatíveis e o saleiro resolve a falta do cloreto de sódio;

• Táxi é uma pechincha em BAs. Poucas corridas passam dos R$ 10,00; os motoristas adoram falar de futebol e política;

• Conheço muito pouco deste mundão, mas posso afirmar que a ancha (larga) Avenida Nove de Julho é uma das mais belas do planeta.

Obelisco

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    20:21 — Arquivado em: Sem categoria

Macaúba com chorizo 10

Clássico dos clássicos. Não foi ao Tortoni? Não foi a Buenos Aires!!!

Na Avenida de Mayo, que é tão bela quanto o Café Tortoni.

Europa Latina: Avenida de Mayo

 

A Sidra é vendida em taças (mais uma dica do Alberto); vejam a beleza do lugar

O Café Tortoni, uma casa de 1858, se mantém impecável. Reduto de boêmios e de intelectuais, conserva intactos as cadeiras revestidas com couro, os tampos da mesa de mármore e os lustres de cristal. Só 150 anos de história!!!!!!

http://www.cafetortoni.com.ar/

E antes que me perguntem da comida no Tortoni:

Comi esse prato (esqueci de anotar o nome), que é um "bauru" porteño: sobre o pão tostado, filé alto, tomate e queijo

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    18:49 — Arquivado em: Sem categoria

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