Baú Crepuscular - o blog do Lauro

Atualidades Mantiqueiras, Histórias Crepusculares, Hábitos Macaúbicos, Artigos, crônicas, devaneios e outras viagens. Só quero ver a Sanja passar…

30.7.09

Baú desTERRAdo

Por questões de limite de armazenamento, o Terra defenestrou o Baú dos seus domínios. Como novas postagens cá estão vetadas, este parvo escriba internético agora brinca em novo endereço.
Layout, links e outros ajustes ainda não definitivos.
 
Segue o andor no:
 

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    2:52 — Arquivado em: Sem categoria

27.7.09

Acepipes cariocas

Na semana deste blogueiro em plagas fluminenses, alguns acepipes merecem registro. Uns foram a ração pra parar em pé entre um passeio e outro. Outros, o passeio em si.

Confiram, salivem de inveja, comentem e, se puderem, visitem para comer bem.

 

Baby Beef Barra: a convite do amigo Carlos Dantas, fui pra me esbaldar nas picanhas, mas o sushiman era tão profissa que os sashimis de atum e salmão foram a perdição do almoço domingueiro

http://www.babybeefbarra.com.br/

Beduíno: batendo perna no velho centro do Rio, passei, olhei, entrei, comi e, por Alah!, o restaurante dos "brimos" vale cada centavo gasto. Na foto, o menu degustação serve bem duas pessoas

http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/restaurantes/1136/beduino

Confeitaria Colombo: clássico dos clássicos. Só pelo cenário, a visita já valeria. Os doces são qualquer coisa de outra galáxia. Na foto, os campeões de audiência: folhadinho de morango e viradinho de chocolate com nozes. A casa, fundada em 1894, tem "só" 115 anos

http://www.confeitariacolombo.com.br/

Ainda na Colombo: isso sim é vitrine fashion

http://www.confeitariacolombo.com.br/

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    15:24 — Arquivado em: Sem categoria

20.7.09

Cariocadas

Uma garoa Sampa-londrina e surpreendentes 17° inibiram qualquer passeio que exija céu de brigadeiro.  Corcovado e Pão de Açúcar não combinam com cinza úmido.

Um guarda-chuva de camelô, tênis confortáveis e lá vamos nós para o velho centro do Rio. Arcos da Lapa, Teatro Municipal, Biblioteca Nacional, Confeitaria Colombo (doces irresistíveis num belo cenário clássico) e, claro, o acadêmico das macaúbas não poderia deixar de “orar” na sede da Academia Brasileira de Letras.

Alguns sabem que na literatura brazuca este blogueiro tem um ídolo: desde que ele assumiu a coluna Rio de Janeiro na página 2 da Folha e depois da leitura deliciosa do seu clássico “Quase Memória” (presente do amigo Walther Castelli) sou discípulo fanático da prosa genial e despretensiosa do Cony. Um tosco discípulo, é verdade.

Sem saber da agenda da Arcádia maior do país, descobri ao chegar que estava começando um seminário de críticos e escritores franceses. A palestra inaugural ia começar em vinte minutos e, de longe, vi uma movimentação de engravatados no hall de entrada.

Vestindo uma malha de Monte Sião me aproximei da porta e, obrigado Deus!, as pernas bambearam, a boca secou, o coração disparou. Amparado por uma bengala, Cony, que circulava no hall, foi gentil em posar para uma foto e deve ter se compadecido deste fã abobalhado que não conseguiu articular meia dúzia de palavras.

Para ficar mais um tempinho perto do mestre, fiz a inscrição correndo e, com um aparelho tradutor simultâneo (só eu e alguns poucos monoglotas usamos a geringonça) pendurado na cintura, entrei no auditório da ABL para ouvir a explanação de Emmanuel Renault, professor de Filosofia da Universidade de Lyon. Não entendi patavina das elucubrações do intelectual. Pela cara de enfado do Cony, acho que ele lamentou trocar a caminhada matinal na Lagoa pelo compromisso protocolar na Academia.

Posso voltar para casa, para o trabalho. Estas férias já valeram os meus parcos caraminguás. Pode chover mais cinco dias e o Pão de Açúcar branquear de neve. Não ligo. Abraçar Carlos Heitor Cony já justificou minha passagem por este mundo.

Em tempo: simpaticíssima, Nélida Piñon também aceitou ser retratada ao lado deste parvo das letras, mas, depois do instantâneo com o Cony maior, ela parecia uma reles vizinha da Tereziano.

  

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    23:57 — Arquivado em: Sem categoria

17.7.09

Companhias bizarras

A mensagem abaixo foi uma resposta ao artigo do amigo jornalista Jasson de Oliveira Andrade (também reproduzido mais abaixo).

A favor do Brasil, Jasson, a favor do Brasil.

Eu diria que, políticas partidárias de lado, nada contra Lula ou Sarney, mas a favor do Brasil. E, de alguma forma, ser contra a oligarquia Sarney, mesmo supondo o oportunismo eleitoral, é ser a favor do Brasil.

Agora, o mais triste de tudo é o lulo-petismo em nome da “governabilidade” fazer alianças com Sarney, Collor, Renan e afins. Uma bela história de contestação e resistência à ditadura que vai indo para o lixo. O episódio do Mercadante pedindo a renúncia de Sarney e depois, por ordem de Lula, voltando atrás foi uma das cenas mais patéticas da nossa história recente. O abraço em Collor, então… sem comentários.

Política não se faz com o fígado, mas um respeito mínimo pelos ideais e alianças dentro de um espectro mais progressista é o mínimo que o eleitorado petista espera de um governo do partido.

Jasson, o que é mais triste é o jornalismo chapa-branca de alguns: nenhuma crítica isenta, subterfúgios escandalosos para justificar o injustificável (“em nome da governabilidade”).

No governo FHC bati muito na aliança espúria dos tucanos com o PFL, mas os abraços recentes de Lula passam dos limites do tolerável. São vergonhosos para sua biografia e para a história do partido.

E, de verdade, posso até ser um idealista ingênuo em alguns aspectos, mas Lula dia-a-dia se afasta mais das suas origens, da sua história, ele renega descaradamente com as alianças todo o seu digno berço político.

Jasson, sei da sua militância, dos seus ideais, da sua bandeira. Democraticamente, respeito.

Mas, pela sua formação profissional, ainda espero uma análise isenta da conjuntura. É possível ressaltar muitos avanços no atual governo. No entanto, a afirmação de uma coisa não significa a negação de outra. Artigos de quem tem formação jornalística, mesmo expressando a opinião do autor, devem ter equilíbrio entre os prós e contras. O contrário, deixa de ser artigo para virar panfleto.

 

Saudações democráticas

 

 

Contra Sarney ou contra Lula?

por Jasson de Oliveira Andrade

As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    1:15 — Arquivado em: Sem categoria

7.7.09

Panis et circenses et gasolinus

Março de 1990. Collor, recém-empossado na Presidência da República, confiscava a poupança de milhões de brasileiros no plano econômico mais nefasto da história do Brasil. Erundina, nordestina arretada, dirigia a maior cidade do país e trazia de volta a São Paulo o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.

Este blogueiro, à época, pai de um bebê de 3 meses, foi com o primo goiano assistir o triunfo do francês Alain Prost em Interlagos.

Domingo último, mais de 19 anos depois do batismo, voltei ao autódromo paulistano para assistir uma etapa do campeonato de StockCar. Desta feita, ao contrário da primeira vez em que fiquei na arquibancada descoberta no final da reta oposta, ouvi o ronco dos motores num camarote bem na “esquina” da reta dos boxes com o “S” do Senna.

E, de novo, o circo motorizado foi um prêmio generoso do ganha-pão.

 

 

 

Clique aqui e se deleite com a imagem limpa, segura e perfeita de um cinegrafista amador

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    10:39 — Arquivado em: Sem categoria

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