Baú Crepuscular - o blog do Lauro

Atualidades Mantiqueiras, Histórias Crepusculares, Hábitos Macaúbicos, Artigos, crônicas, devaneios e outras viagens. Só quero ver a Sanja passar…

30.6.08

Sol da meia-noite

Enquanto isso, no extremo norte do planeta tem sol de maluco: 00:00

 

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    21:27 — Arquivado em: Sem categoria

27.6.08

Macaúbas que falam

Crepusculares, simpatizantes e afins,

Amigo e confrade, o multimídia Clóvis Vieira colocou na rede mini-entrevistas com impagáveis personagens macaúbicos. Na primeira leva, entre outras, tem vice-prefeita que dirige ambulância e o Jorge do saudoso Canecão.

Clique aqui e ouça fragmentos do pensamento crepuscular no VoxSanJuan

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    17:05 — Arquivado em: Sem categoria

22.6.08

Tentando ser feliz!

Josi, minha esposa, lavrou a seguinte mensagem decorrente de uma conturbada relação de consumo:

Em 18 de junho de 2008, estive em uma das Lojas Magazine Luiza, na cidade de São João da Boa Vista, SP, para a quitação de um contrato de empréstimo em nome de minha mãe. Lá ocorreu o seguinte fato, que me deixou absolutamente indignada:

1- A operadora do caixa, que era aprendiz e estava sozinha, não sabia como proceder para que eu efetuasse a liquidação do contrato;

2- Ela registrou no sistema um comando de recebimento comum, o quê não era o certo, como vim a saber posteriormente;

3- Seu colega de trabalho, também inexperiente, não percebeu (ou não quis perceber) o erro e foi logo me dizendo que o sistema de pagamentos estava fora do ar, e, por isso, não poderia resolver o problema naquela hora, pedindo-me que voltasse depois;

4- Retornei à loja 3 horas depois, e ainda assim, como me disse o atendente, o sistema ainda estava fora, mas na verdade eles não estavam sabendo resolver o problema. Solicitei a presença da gerente da loja;

 
5- A gerente nem sequer tomou em mãos a folha onde constava a natureza da operação, onde, acredito eu, com o cargo que ocupa e a responsabilidade que lhe cabe, notaria o erro e evitaria todo o aborrecimento;

6- No entanto, pediu para que eu voltasse à loja mais tarde, que nada poderia fazer. Meu Deus!!, se a gerente não sabia resolver, quem então iria resolver o meu problema? Eu só queria quitar o contrato e pronto;

7- Pois bem, voltei em 2 horas e nada, ninguém tinha resolvido a questão. O relógio apontava 17:30, só havia um caixa aberto e com fila. Pois bem, pra minha surpresa tive que esperar mais 1 hora. Enquanto esperava pude notar que a gerente estava “ocupadíssima” escrevendo cartazetes com preços de produtos. Falava-se que o supervisor regional estaria prestes a chegar. A loja fora fechada antes da hora com alguns clientes dentro, o que poderia pôr em risco a segurança dos mesmos, pois se houvesse algum malfeitor dentro da loja, assaltaria a nós todos e ninguém viria. Ainda: os funcionários estavam discutindo tarefas com tom de voz alterado, o quê estava ficando constrangedor;

8- Não consegui quitar o contrato, fui informada que teria de voltar no sábado;

9- Uma empresa que investe tanto em publicidade deveria treinar mais seus colaboradores;

10- Para clientes mais simples, sem muito esclarecimento, o fato ocorrido comigo deve ser corriqueiro, mas infelizmente estes não conseguem verbalizar suas queixas;

11- Resumindo a causa da confusão: falta gestão no ponto de venda.

Na noite do mesmo dia 18 a mensagem acima foi enviada via e-mail ao SAC do Magazine Luiza. Manhã do dia seguinte e dois telefonemas da matriz da empresa chegam com pedidos de desculpas e com uma proposta: atendimento com hora marcada para resolução da pendência. E assim foi feito e resolvido. Na tarde do outro dia, a campainha toca e a gerente, em pessoa, se desculpa novamente com um vaso de flores e uma bijouteria.

É fato que a falha no atendimento foi quase injustificável. Mas também foi inequívoca a agilidade com que foi respondida a queixa e o problema solucionado. E a gerente ir pessoalmente a casa do cliente e se desculpar ofertando mimos foi algo surpreendente.

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    0:25 — Arquivado em: Sem categoria

12.6.08

Ruminâncias

Tarde destas, o escriba flanava estilosamente pela Ademar de Barros quando, na esquina com a Floriano Peixoto, viu uma vaca traçando um punhado de feno. A performance do bichinho ruminante atraía centenas de populares à vitrine do Lojão.
Marqueteiro tem cada uma!!!
Testemunha de inúmeras esquisitices, posso garantir que mimosa nas paragens da Ademar é acontecimento nada corriqueiro.
Rajada no couro e gulosa, ela devorava a farta gramínea seca indiferente ao espanto dos transeuntes. Me suicidando com coxinha e Fanta Uva no boteco da frente, estava nas alturas por assistir de camarote o bovídeo comendo no coração da urbe.
Durante todo o tempo da refeição-suicídio (a minha, não a da vaca), que durou uns 15 minutos, não fui o único vivente a achar que vaca na vitrine, numa das esquinas mais movimentadas desta Sanja, merecia atenção. A multidão estava em êxtase. Gritinhos ardidos aclamavam o apetite do vacum. Comunidades bovinas no Orkut foram conjecturadas por alguns colegiais e teve até um garotinho que pediu pra mãe comprar feno: “Ela come com tanto gosto, deu até vontade”. Confesso que o moleque não foi o único a padecer de insólito desejo gastronômico.
Tímido e sem mãe por perto, fiquei só na vontade e não pedi nada pra ninguém. Ou melhor, pedi. Pedi outra coxinha pra espantar a assombração da gula excêntrica. O celular tocou e voltei para o trabalho certo de ter presenciado uma das cenas mais colossais da história humana. Sei não, mas acho que as vitrines da Ademar nunca mais vão ser as mesmas.
E não é que no domingo passado, caminhando sob os espigões do JJ Park, encontrei novamente a vaca. Ela pastava calmamente nos gramados da praça e, vez ou outra, se hidratava no espelho d’água aos pés da estátua do Joaquim José.
Lenda urbana ou Cow Parade nos moldes macaúbicos? Talvez mestre Duña responda.
Impressionado pela onipresença da vaquinha, demorei mais de três horas para completar uma volta na praça.
Volto pra casa e o Galvão conta que o polonês Robert Kubica venceu o GP do Canadá. Deu 70 voltas em menos de duas horas. Sei não, mas acho que o bonachão do Kubica não é muito dado a observar vacas.
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Leozinho e Dalva
(republicação para quem se esqueceu do Dia dos Namorados)

—Benhê, esse ano precisamos comemorar… você já pensou no que nós vamos fazer pra celebrar a data?
—Hã?!… data?! Ah, claro… não acredito que você tá lembrando. Como a gente vibrou quatorze anos atrás com o tetra da Seleção. Lembra?! Assistimos aos jogos lá no rancho do Mirtinho, fritando peixe, tomando cerveja e delirando com os gols do Romário. Época boa! Você tá certa, precisamos comemorar… vou ligar pro Mirtinho e ver se a gente consegue reunir de novo a turma.
—Que tetra, que Mirtinho, que turma, que Romário… tá doido… essa época eu quero é esquecer… você, o mala do Mirtinho e aquela patota de bebuns… vocês passaram um mês de fogo vendo o Romário botar pra dentro, mas na alcova que é bom, nada. A bola nem chegava perto da grande área. Leopoldo Augusto (quando ela fica brava, o suave Leozinho vira um contundente Leopoldo Augusto), trata de puxar a memória e lembrar a data importante que nós vamos comemorar esse ano.
Murmurando pra não ferir suscetibilidades, Leozinho tentou, sim, ele tentou, não digam que ele não tentou:
—Seriam os 19 anos sem o Muro de Berlim? Ou os 70 anos bem vividos da tia Cotinha? Ou os 14 anos do Plano Real? Ou…
—Não fala mais nada seu estrupício desmemoriado… você me ataca os nervos… este ano nós vamos fazer 15 anos de casados.
—Noooossa! Verdade, querida… mil perdões… como eu pude esquecer. Dá um beijo aqui, môzinho (Chuac! Sim, esse é o som do beijo estalado). Vamos pensar numa coisa bem bacana.
Derretida com as desculpas beijoqueiras de Leozinho, ela sugeriu:
—Sabe, benhê, pensei numa coisa bem romântica, tipo uma viagem de navio, sem as crianças, só nós dois.
—Sei não… viagem de navio?! (faz careta de reprovação)… melhor não, eu passo mal com o balanço do navio… vomito até as tripas.
—Também podemos ir pra Serra Gaúcha, a Lú e o Carlos Eduardo foram e adoraram. Pensa, mô, nós dois grudadinhos, naquele friozinho. Ai delícia!!
—Frio?! Tá doida… Você vê quando vamos à Poços, é eu chegar na Cascata que o nariz começa a escorrer, a tosse ataca e as juntas doem. Odeio frio.
—E o Rio, mô? 40 graus de sensualidade, natureza exuberante.
—É, tá bom, 40 milhões de tiros e arrastões horripilantes. Nem morto!
—Tá bom, reclamão… o que você sugere?
—Pensei em comemorar com os amigos. Juntar a turma no rancho do Mirtinho pra um churrasco e, à tardinha, a gente larga eles lá, pára no Crepúsculo e deixa a jurupoca pular.
—Eu não devo estar ouvindo bem (dá uma vigorosa cutucada nos ouvidos), é isso mesmo que você está propondo pra comemorar nossos 15 anos de casados? Churrasco com turma, no covil do Mirtinho e ainda quer encerrar a palhaçada com jurupoca pulando em motel de quinta? Ora, Leopoldo Augusto, faça-me o favor…
—Oh, Dalvinha, nossos amigos, uma costelinha macia e o gran finale em cama redonda entre paredes espelhadas. O que mais você pode querer?
—Nada, eu não quero nada, Leopoldo Augusto, põe o lixo pra fora, veste o pijama e vem dormir que amanhã é segunda e a gente tem que pular cedo.

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    23:50 — Arquivado em: Sem categoria

11.6.08

No Velho Mundo

Laurinho às portas do Palácio de Buckingham

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criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    23:29 — Arquivado em: Sem categoria

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