26.7.07
Sete Sanja Maravilhas
O escriba conclamou e a plebe sânjica atendeu. E-mails, cartas, sinal de fumaça, telex, pombo-correio, tambor, mensagens telepáticas, telefonemas, o diabo. Uma saraivada de indicações para a eleição das sete maravilhas crepúsculo-macaúbicas aterrissou nos meus domínios.
O Conselho Superior das Tradições Crepusculares, em decisão soberana e inapelável, vai se reunir em data próxima para escolher sete entre as inúmeras indicadas.
Dentro dos ditames civilizados e democráticos, tenho dito, é legítimo pressionar os membros do Conselho para manifestação das preferências. Corre por aí que já tem até lobista por estas bandas.
As indicadas, por categorias:
Beloca People
Dona Angelina (do sorvete de macaúba); Dona Beloca; Dona Fiuca; Maximina (da padaria); Dona Adélia Nagib; Ditão do Cine Avenida; Maria do Mercado; João Grandão do microfone; Velhinho Negro (sorridente e de terno da praça); Cido Mello; Cabo Moino; Pagu; Guiomar Novaes; Fernando Furlanetto; Professora Vera Gomes; Bartazá; Neno Quessa/Fica-Fica; Professor Ciro Boy; Walter Pinto; Maurício do Foto Hollywood; Seu Didi (pai do Djalma); Tenente Alvarenga; Paulão Tudo Bem; Orminda Cassiano de Carvalho; Repórter policial Macaúba; Orides Fontella; Tenente Macena; Dona Elza (da padaria); Niquita; J. Amaral; Padre David; Dom Tomás Vaquero; Tista Louco; Cirto Costinha; Jair Rosa; Miguel Jacob.
Macaúba Foods
Sorvete de macaúba da dona Angelina; Pé-de-porco do Terrinha; Torresmo do bar do Chico do Pratinha; Pizza do Brigogello (J. Amaral); Quibe do Jacob; Pastel do Renato; Passado do Pitarello; Coalhada do bar do Enéas; Peixe frito do Dito Ciacco; Peixe frito do Foguinho; Doces do João Varsone; Quindim da Cynira; Dona Lindona; Bauru do Formiga; Bauru do Canecão; Bauru do Nosso Bar; Bauru do Sid; Bauru do Colombo; Frango assado do bar do Oreia; Pizza de mozzarella do Tekinfin; Amendoim encapado vendido pelo seu Rui na Esportiva; Pastel da feira; Ki-Galo do Hi-Fi Lanches; Esfiha da Dulce do bar Tiradentes; Esfiha da Laila Yazbek; Mortadela Horizonte; Filé à cubana do Príncipe Hotel; Bala Chita do cinema; Chope do Tekinfin; Pão doce com mortadela da padaria da Maximina; Pinga Cabral.
Changai Stores
Sorveteria Macaúba; Beijinho Doce; Sorveteria Fritz; Salamalec; Casa Changai; Bar do C… do Padre no Rosário; Barraca de quebra-queixo do Tonho em frente ao Instituto; Hi-Fi Lanches; Casa Tupi; Supermercado Cruzeiro; Agência Pires de jornais e revistas; Farmácia do Peixotinho; Farmácia do Alfredinho; Bicicletaria do Mané Garrafão; Bar Porão; Bar Canecão; Bar Jussara; Bar Rubbo; Barbearia do Guilô; Padaria da Dona Elza, Quiberia do Jacob; Restaurante 9 de Julho; Bar do Pitarello; Nenette Salgateria; Bazar Beozzo; Bar do Peixotinho; Bar do Risca-Faca; Cine Avenida; Pastelaria do Chico Japonês; Tekinfin; Padaria da Maximina.
Tereziano Vallim Places
Areião (vale botar a explicação do indicador, Leivinha: “Local super-freqüentado nas décadas de 60 e 70 por pobres, ricos, desocupados, poetas, craques de bola, cabeças-de-bagre, bebuns, aventureiros, forasteiros, madalhões, garanhões, meretrizes, ases da natação, ginastas, malucos-beleza, desempregados, e por aí vai. Este local foi a nossa Copacabana por muitos anos.”); Igreja do Perpétuo; Avenida Dona Gertrudes; Praça Joaquim José; Avenida Durval Nicolau; Pedra Balão; Estrada da Serra da Paulista; Vista do bar do Peixotinho; Vista da Serra da Mantiqueira; Vista noturna da cidade pra quem chega de Vargem pela Vila 1º de Maio; Cristo Redentor; Morro da Canjica; Rua do Feijão Queimado; Estação Ferroviária; Theatro Municipal; Cemitério; Avenida Tereziano Vallim; Museu.
Bartazá No Conventional and Exotics
Chattanooga; Curva do Marun; Expressinho São João; A beleza inconfundível do novo Terminal Urbano em ”art coqueau” (o indicador pede a leitura em francês); Natação da Esportiva; Risada do Vicente Borges da CBL; Mural do bar do Russo; Banda Dona Gabriela; Bailes Eletrônicos da CSB; Disc-Toc da Mirante FM; Rádio Piratininga; Gols do Titica; Banda Marcial do Chico Preto; Fonte Luminosa; Chaminé da Fiatece; Grêmio Estudantil abaixo da Caixa Econômica; Tênis Kichute vendido no Bertolucci; Televisor Colorado ABC do Rosário Mazzi (a primeira em cores de Sanja); Kombi do Tuzinho; Maverick amarelo do Ozir Gião; Prédio do Changai.
criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges
23:28 — Arquivado em: 

Comentário por Marcelo Pirajá — 27.7.07 @ 12:48
Caramba. Fecharam o cerco, não lembro de mais nada - embora minha passagem por plagas macaúbicas seja bissexta. Só incluiria tb os irmãos Assad + Badi e Davi Arriguci.
Veja o que acha, escriba. Até mais.
Comentário por Maria Isabel Pereira — 2.8.07 @ 16:53
Lauro,
Estava lendo a sua coluna no sábado de manhã ao som de Carpenters ( que o Marcão do Café no final da Avenida me emprestou aliás um dos pontos para constar da sua seleção-) e ri sozinha dos lugares, das pessoas, das comidas que haviam desaparecido da minha lembrança e voltaram a tona, na crônica sobre as 7 maravilhas crepusculares.
O primeiro pensamento que me ocorreu foi que São João é uma delícia. Tão leve, tão autoconfiante, com uma auto-estima na Lua, que chega a incomodar a região.
Eu fico imaginando…Se as águas milagrosas de Águas da Prata fossem em São João o que aconteceria??? Aqui, na Prata, somente os mais antigos dizem que elas são comparadas às de Vichi, na França. Se fossem águas sanjoanenses, seriam, certamente, melhores que a da correspondente francesa!!! E ai de quem quisesse mudar, transformar, ou mesmo macular a sua vocação! Não sobraria nada! Aliás , se fosse em São João, isso jamais seria sequer pensado.
Uma pesquisa feita não sei bem por quem diagnosticou, em 2000, que a cidade estava triste e com a auto-estima para baixo. No dia-a-dia do Jornal Município, nunca percebi isso muito claramente, mas se havia indícios deste malefício, hoje está claro que não existe mais. A Serra da Paulista colaborou muito com isto. Deu à cidade, algo do que se orgulhar, se ufanar mesmo. Na seqüência vieram os restaurantes da Serra e a vista maravilhosa, aberta a todos e a barragem da auto-estima que talvez estivesse represada foi rompida e caiu como luz sobre a cidade.
Os sanjoanenses, são, antes de mais nada, seres que amam a sua terra. Para quem mora aí, tudo em São João é bom. O calor, os lugares, as ruas, os prédios antigos… É a água do Jaguari, que faz isso? Ou será mesmo uma massa mais densa e cultural que permeia a cidade e transforma a tudo o que toca? Não tenho estas respostas, mas sei que você, como escriba crepuscular é um legítimo representante desta vertente. Parabéns.