29.12.06
O Augusto conceitual
Êta fim de ano trabalhoso para dona cegonha.
Num post aí de baixo eu já comemorei a chegada do Matheus, filho dos meus queridos primos Zé Pedro e Elisana (clique aqui e leia "Alegria com responsabilidade").
Antes de falar de mais um rebento de outro querido primo, aí vai um trecho de uma crônica de meados de junho:
"(…)De Goiás, primo Zé Augusto e sua darling Anapaula —assim mesmo, tudo junto— ligam pra avisar que a dinastia “Augusto” vai perdurar por mais algumas décadas. Os grávidos do pequi garantem que o venerável sufixo “Augusto” —que segundo mestre Houaiss quer dizer “que merece respeito, reverência; magnífico, majestoso, solene”— vai estar gravado no nome do rebento que vai nascer no fim deste ano. Se for “rebenta”, a menina não vai carregar um “Augusta”, que não soa muito bem. Os primos garantem que, neste caso, a literalidade augusta vai ficar de lado, mas o conceito augusto vai estar latente, qualquer que seja o nome escolhido.(…)"
E no último dia 26, boas novas de Goiás: o menino Augusto chegou. Chegou com o nome de Daniel. Embora o Augusto não esteja nos registros formais, Daniel é um legítimo Augusto. E é Augusto por que? É Augusto porque Augusto não é marca. Augusto é conceito, é estilo. A literalidade, no caso, é mero detalhe. Daniel é um Augusto conceitual que pode se dar ao luxo de dispensar prosaicos apontamentos de registro civil.
Bem, primo, conceitos e filosofias de lado, cá nesta Sanja, tenha certeza, comemoramos muito o nascimento do Daniel.
E lá nas paragens celestiais, corre à miúda, que um professor, que por acaso se chama Augusto, e uma costureira não cabem em si de tão felizes com a boa nova.
criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges
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