Baú Crepuscular - o blog do Lauro

Atualidades Mantiqueiras, Histórias Crepusculares, Hábitos Macaúbicos, Artigos, crônicas, devaneios e outras viagens. Só quero ver a Sanja passar…

28.6.09

Panis et circenses

Da empresa que ganhamos o pão, por vezes, também vem um pouco de circo. Nababescamente alimentado no Camarote Raí, com a presença do próprio, este blogueiro assistiu São Paulo X Náutico na tarde de ontem. Entre acepipes dos mais variados, cadeiras confortáveis, monitores de LCD e serviço que não dá descanso para as mandíbulas, vi a estréia do técnico Ricardo Gomes e a vitória do meu Tricolor do espaço mais VIP do Morumbi.

 

 

O anfitrião paparica o seu convidado ilustre; vista privilegiada da arena; o toque charmoso-retrô da tarde: tubaína em garrafinhas (teve gente que virou umas três)

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    22:51 — Arquivado em: Sem categoria

19.6.09

Chegando!

 

No primeiro dia deste frio junho uma notícia quente: Beatriz Schiavon Pastene veio ao mundo para ser a segunda menina do querido casal de compadres deste blogueiro, Alessandra e Alvaro Pastene. Com muita saúde, a pequerrucha Bia nasceu com mais de 3kg. para orgulho dos avós Wilson e Vera Schiavon e Ulises Pastene. Na bela foto, sendo “corujada” pela irmã Melissa.

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    0:56 — Arquivado em: Sem categoria

14.6.09

A coisa é viral

O governador do Estado mais importante da Federação, um professor de física e blogueiro, o cabeça do programa de humor mais inteligente de TV brasileira, um apresentador global, o vocalista de uma banda de pop-rock nacional que bombou nos anos 80 e um cronista provinciano.

 

O quê essa gente tem em comum??

Todos aderiram ao fenômeno viral (palavrinha grudenta do internetiquês) do momento. Democraticamente eles trocam figurinhas no Twitter.  

Viral e ciberneticamente viciante!

Já conhece? Clique em cima do logo.

 

E, pela ordem lá do início, clique no nome e vá para as twittadas dos citados:

 

José Serra

Dulcídio Braz Jr.

Marcelo Tas

Luciano Huck

Roger do Ultraje

Lauro Borges

  

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    14:39 — Arquivado em: Sem categoria

12.6.09

Escarafunchando o Baú

 Foto by Laurinho Borges

Suplemento especial de aniversário! A província macaúbica faz anos e a editoria d’O Municipio convida este farsante escrevinhador para lavrar sobre algum local interessante da cidade. Por minha conta e risco, estendi as memórias para simbolismos crepusculares além de concretudes.

“São tantas as emoções, bicho!”, diria o cantante de Cachoeiro.

“Ô terrinha onde abundam ícones!”, corneteia o escriba parvo.

Com tantas referências em diversos escritos, o trabalho foi procurar no Baú, costurar e alinhavar.

 

Claro que a avenida mais hype (palavrinha da moda nas publicações modernetes) das bandas caipiras paulistas seria um bom mote. Sobre a gloriosa —e agora mais democrática— artéria desta urbe, achei no Baú:

Dona Gertrudes sempre foi portadora do germe da arrogância. Nos seus domínios, aristocráticos domínios, só eram bem recebidas as pessoas de posses. E por posses leia-se não só dinheiro, mas lastro de tradição. Os tempos são outros e a casta dos fidalgos já não mais tem cofres generosos. Sobrenome de peso anda meio sem fôlego na praça e gente nova vem dando as cartas, ou melhor, vem dando os cartões de crédito. Os nouveau-riches e um certo poder de compra da plebe trabalhadora estão por aí. Agarrada ao básico instinto de sobrevivência, Dona Gertrudes tem feito algumas concessões e, digamos, democratizando o seu pedaço. Mas não se iludam, ela só os acolhe por interesse. Ela só enxerga cifrões e a empáfia continua a mesma. Ela só quer o dinheiro deles para manter os seus dispendiosos hábitos. Dona Gertrudes, ontem, hoje e sempre, pode até ser uma hostess mais eclética, mas o tamanho do salto não diminui um milímetro.

Um outro achado bacana (palavrinha da moda nos cadernos culturais dos anos 70) no Baú foi o choro pelo venda do Expresso São João:

Qual habitante destes terrões da Beloca não sentia um orgulho quase patriótico ao cruzar com o Expressinho na Bandeirantes, Marginais e afins? Sempre brinquei com amigos que ao adentrar os ônibus do Expressinho, independente do local geográfico, estávamos em território sanjoanense e salvos pela imunidade dos congregados do Jaguari.

No compartimento refrigerado do Baú é claro que ainda tem algumas bolas do Häagen-Dazs mantiqueiro dos coquinhos gosmentos:

O sorvete de macaúba, guloseima-ícone da cidade, nascido das mãos hábeis e da cabeça criativa da dona Angelina lá na Dom Pedro II. Há mais de 20 anos dona Angelina vendeu a sorveteria com a receita mágica. Mas o nativo crepuscularys, amante do néctar gelado, único no planeta, ainda convida: “vamos lá na Dona Angelina tomar um sorvete de macaúba”. A longevidade do exótico sorvete leva o autor destas a achar que macaúba em forma de creme gelado é a panacéia para todos os males depressivos.

Se a alameda gertrudiana lá do início é hype, esta outra é vintage, é retrô no melhor sentido “agasalho confortável Adidas” da expressão. As referências a ela ocupam mais de meio Baú:

Encravada no coração da cidade, tem a extensão de dois quarteirões. Este pequeno espaço público que, pelo tamanho, não deveria ser mais que uma rua, recebe a patente de Avenida: Avenida Tereziano Vallim. O seu charme e a sua localização privilegiada justificam esta deferência na nomenclatura. Afinal, poucos logradouros públicos podem ser, ao mesmo tempo, centrais na localização e agradáveis no habitar. Na fazendinha do compadre Tereziano Vallim, ainda abençoado lugar, o sossego doméstico e as crianças brincando nas calçadas ficaram perdidos em algum ano da década de 80. Escritórios, clínicas, repartições. A frieza deste tipo de ocupação destrói o calor das comadrices entre as vizinhas. Quer coisa mais chata que pedir uma xícara de açúcar num escritório de arquitetura. Ou uma lata de óleo numa clínica odontológica. O sumiço dos lares, pouco a pouco, vai minando a resistência dos últimos heróis-moradores. A Maria Varzim anuncia em tipos garrafais um “vende-se” na sua fachada. Socorro!! A invasão marcha firme, alguns sucumbem, mas ainda tem uma pequena brigada organizada, valente, uma turma que vai segurar até o fim dos dias o estandarte lendário —e residencial— do compadre Tetê.

E, lá no fundo do Baú, no verso da foto que ilustra este texto, está gravado:

Tarde destas, minha mulher me chamou à varanda para contemplar um belíssimo pôr-do-sol. Larguei o meu jornal e fui meio a contragosto. Não me arrependi. Venerando àquele indescritível espetáculo da natureza senti um arrepio na alma e tive mais certeza do profundo amor que sinto por esta terra de crepúsculos tão estupidamente maravilhosos.

Em tempo: o cronista protocolou na ONU um pedido para que os crepúsculos desta Sanja sejam declarados patrimônio da humanidade.

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    15:40 — Arquivado em: Sem categoria

31.5.09

Abstinência torrêsmica

Sabadão de sono difícil!

Antes das 8 pulo da cama para receber o encanador. Enquanto ele se vira com a descarga encrencada, saio de casa pra resolver uma penca de pendências e para algumas básicas comprinhas domésticas.

Volto perto da hora do rango, planejando uma relaxada leitura na Folha sabática, seguida de uma refeição frugal e de um cochilo reparador da manhã movimentada.

Deus é testemunha das minhas boas intenções!

Boas intenções que sucumbiram a uma proposta indecorosa do colega de trabalho e amigo Rubinho Cambaúva: torresmo em São Sebastião da Grama.

Desde a morte do Chico do Pratinha, a plebe crepuscular sofre com a falta de um bom torresmo.

A sofrida síndrome de abstinência torrêsmica pode ser atenuada se o incauto se dispuser a rasgar 40km de estrada a aterrissar no Bar do Carlão, bem no centro de Grama. A urbe gramense, é fato, carece de temperos, mas sobra sabor no torresmo carnudo e sequinho do Carlão.

Sabadão de sono difícil: de manhã, o encanador; à noite, a difícil digestão da gordura suína. Neste caso, no entanto, o crime compensa.

Saboreiem as fotos:

 

 

 

 

 Vitrines provocantes, gordura libidinosa, cerva gelada, os prêmios do Torneio de Truco e a alegria cheia de colesterol do Rubinho

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    0:31 — Arquivado em: Sem categoria

30.5.09

Sobriedade no STF

Janio de Freitas na Folha de ontem. Ao elogiar a postura sóbria da ministra Ellen Gracie, ele mandou um diretaço no pirotécnico Gilmar Mendes.

Leiam abaixo:

 

Ainda bem
Pela primeira vez, devemos um agradecimento à Organização Mundial do Comércio, que, em vez de levar a ministra Ellen Gracie para seu Órgão de Apelação, deixou-a aqui no Supremo Tribunal Federal. Tal como as coisas hoje se mostram no STF, Ellen Gracie é figura essencial, ali, entre os que se portam como magistrados, sem se exibir publicamente sobre assuntos que talvez venham a julgar, sem se imiscuir em temas e problemas de outros Poderes, sem se mostrar mais políticos do que juízes.(JF, FSP, 28/5/2009)

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    0:44 — Arquivado em: Sem categoria

17.5.09

Made in China

Muvuca no último dia 15!

Na abertura da exposição fotográfica "Made in China" no CLAC. A mostra, assinada pelo empresário e fotógrafo Gil Sibin, é resultado de duas viagens no ano de 2008 ao país que caminha a passos largos para se tornar a maior potência do planeta, mas que reluta em abandonar suas milenares tradições.

Das centenas de imagens captadas pelo senso apurado de Gil Sibin, 21 eleitas fazem parte da mostra que vai até 30 de junho.

Aberturas são importantes para abraçar o artista e trocar figurinhas com os amigos, mas recomendo a visita em dias mais calmos, onde a falta dos divinos canapés da Dona Salma é mais do que compensada por todo o tempo do mundo para contemplar os instantâneos de rara sensibilidade.

 

“On the grounds of Mother of God’s College” está entre as 21 fotos da mostra

Se alguém não sabe, o CLAC fica na Praça Cel. Joaquim Cândido, 40, pertinho da Praça Joaquim José, bem no coração desta Sanja tão fértil em parir artistas das mais variadas áreas.

Em tempo: Acabei de ler “Laowai - Histórias de Uma Repórter Brasileira na China”, livro-reportagem da jornalista Sônia Bridi. Leitura deliciosa!

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    23:36 — Arquivado em: Sem categoria

10.5.09

Caldeirada na Fonte Platina

Gostava do João Ubaldo quando ele achava suco de espinafre uma coisa imoral. Hoje, por imperativos médicos, o genial cronista revelou estar comendo tanto capim que se conforma em assumir a condição de ruminante quando mais velho.

Pelos excessos à mesa, este blogueiro caminha também para um futuro menos calórico. Enquanto esse infausto futuro não chega, aceitei o convite do amigo Walther Castelli e fui saborear uma caldeirada de frutos do mar no chateau da família. Fonte Platina tem clima de montanha, maio combina com vinho e das mãos do Walther sempre sai comida boa.

Olha aí:

 

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    18:58 — Arquivado em: Sem categoria

20.4.09

Papo de Boteco

Li na coluna do Álvaro Pereira Jr., no Folhateen, e fui lá conferir. O cara detona, mas detona com conhecimento de causa.

Blog de comida com uma linguagem ácida e divertida.

 

Lá vai:

http://chefjulinho.blogspot.com/

 

E este post do novo restaurante do Alex Atala, Dalva e Dito, é antológico (tem até a conta carésima dissecada):  

http://chefjulinho.blogspot.com/2009/03/dalva-e-dito.html

 

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    23:47 — Arquivado em: Sem categoria

11.4.09

Náusea!

 

O jornalista Vladimir Herzog: "suicidado" pelo regime militar

Tive um rompante de replicar o amontoado de asneira perpetrado por um bestalhão autoritário na edição de 4/4/2009 do jornal O Municipio. Como, em outras épocas, já polemizei com o pateta truculento, fui até estimulado por alguns a combater novamente.

Não o fiz por duas razões:

1.       A editoria do jornal me negou o democrático direito da réplica;

2.       Recebi e ponderei sobre o e-mail abaixo reproduzido (não tenho autorização para citar o nome do amigo autor da mensagem):

 

“Olá Lauro, boa tarde, há tempos não nos falamos. Pena.
Queria, com a permissão de quem te admira, fazer um comentário sobre sua mensagem, a qual, antecipadamente, digo que concordo.
Acho que você não deveria dar a réplica.
"Brigar" com o Fulano é dar importancia ao que ele escreve, despreze-o.
"Brigar" com o Fulano no jornal local, desculpe-me pela franqueza que a amizade permite, é estupidez.
Você acha que o pensamento ideológico do jornal está mais para você ou para ele?
Dê ao artigo a importância que ele merece. Nenhuma.
Um grande abraço.”

 

De qualquer forma, cito uma frase do grande poeta Ferreira Gullar:

 

“Um recurso manjado, de que lançam mão os regimes autoritários e os caudilhos, é inventar um inimigo do povo, que eles estão sempre prontos a combater. Esse inimigo hipotético serve para justificar muita coisa e, sobretudo, para manter a popularidade do regime ou do líder.”

 

Se você tem estômago forte, clique aqui e leia o texto nauseabundo

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    0:56 — Arquivado em: Sem categoria

4.4.09

São João pode salvar o Planeta?

Não me entreguei às obrigações de cidadania de escarafunchar o espinhoso assunto. Careço de vontade e não tenho a mínima competência. Mesmo nada entendendo (deste e de muitos outros assuntos), reproduzo texto do leitor deste blog, Pierre Farkasfalvy, húngaro radicado em Sanja, que é autor do livro Budapeste-Paris-São João e de inúmeros artigos publicados na imprensa sanjoanense.

Pode! Qual é o perigo que está nos ameaçando? É uma experiência maluca, querendo imitar o Big Bang, o momento da criação do mundo. Criaram e instalaram a cem metros de profundidade uma máquina que já tem o apelido de "Fim do Mundo". O projeto levou dez anos e sua execução catorze. Custou mais de oito bilhões de dólares. Seu tamanho (circunferência) é 27 quilômetros. Está instalada na Suíça, perto da fronteira da França. Dentro desse anel gigantesco os cientistas pretendem colidir partículas (protons) perto da velocidade da luz, o que poderá gerar energias próximas àquelas que ocorreram no momento da criação do Planeta e do Sistema Solar. Para ter ideia o que isso representa, deveriam ocorrer seiscentos milhões de choques por segundo! Essa experiência poderá liberar forças que os organizadores desse evento talvez não terão capacidade de controlar.

 

Haverá a possibilidade de se produzirem buracos negros que acabariam por devorar a Terra e todo o Sistema Solar. Valeria a pena? Em caso de não acontecerem esses fatos temíveis, qual será a vantagem para humanidade? Pela declaração do professor sanjoanense Ronaldo Marin: "Seremos testemunhas de um dos mais importantes experimentos científicos da humanidade, que deverá distribuir muitos prêmios Nobel, quando entrar em funcionamento definitivamente".

 

Desde o momento que percebi o enorme risco para satisfazer a curiosidade dos cientistas, comecei a minha luta para impedir essa experiência. Procuro convencer desde o mês de novembro, as pessoas para se engajar nessa campanha. Não é fácil! Natal, fim do ano, férias e carnaval praticamente impediram as pessoas de tomar conhecimento e criar uma atitude corajosa a respeito desse perigo enorme que está ameaçando a todos nós. Muitos consideram que a distância que separa o Brasil da Suíça eliminaria qualquer risco para sanjoanenses. Esquecem que fazemos parte do Planeta, da mesma forma que os habitantes daquelas paragens. Diversas pessoas, ocupadas com seus afazeres, disseram, quando foram convidadas para assinar a declaração: "Tenho problemas mais importantes e mais urgentes para resolver." Provável que não foram poucas que comentaram quando se distanciaram: "Esse velho é maluco!"

 

Por enquanto a Associação Comercial e a OAB estão dando apoio irrestrito à minha luta. Gostaria de sacudir amigavelmente todos os sanjoanenses: "Acordem! Juntemos nossas forças! Levemos essa nossa luta para todo o Brasil e para as entidades mundiais! Não queremos essa experiência, mesmo que seja uma das mais importantes da história da humanidade! Queremos continuar nossa existência, sem desafiar Deus e as leis da Natureza!

 

por Pierre Farkasfalvy

 

Para saber mais sobre o assunto clique aqui e vá ao Física na Veia!, o conceituado blog do professor Dulcídio Braz Jr.

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    1:18 — Arquivado em: Sem categoria

28.3.09

Hora do Planteta e Twitter

A Hora do Planeta é um ato simbólico bacana para demonstrar a preocupação com o aquecimento global.

Quando? Hoje, 28/3, das 20:30 às 21:30.
 
E o Twitter? Já é moda lá na América do Obama. Entrei sem saber direito e fui postando.
Sei que os astros do esporte americano têm milhares de “seguidores”. Meia dúzia de macaúbicos já me contenta.
 
Olha a coisa logo abaixo:
 
 
 
Twitter explora curiosidade sobre vida alheia
Site virou moda com a pergunta ‘o que você está fazendo?’.
Usuários enviam respostas via celular e contribuem para o sucesso da página.
 
O que você está fazendo? Isso é o que quer saber o site Twitter, uma rede social classificada como “microblog” que vem ganhando popularidade nos últimos meses. Se você já é usuário dessa tecnologia — algo ainda muito raro entre os brasileiros — pode escrever em seu celular a mensagem “lendo uma reportagem no G1” e mandá-la ao Twitter, que publica os textos em tempo real. Essa informação fica disponível em sua página pessoal e também aparece na página principal do serviço, onde é possível acompanhar detalhes do cotidiano de completos desconhecidos.

A nova alternativa com textos de até 140 caracteres — daí o nome “microblog” — pode não agradar em um primeiro momento. Afinal, “agora vou fazer pizza para as crianças”, “ainda está chovendo” e “estou saindo, mas daqui a pouco volto” são informações sem potencial para mudar sua vida. Mas o aumento da popularidade do serviço está baseado no fato de ele ser fácil de usar e também de os internautas gostarem de acompanhar a vida alheia (o Orkut e os blogs estão aí para provar isso).

 
notícia by G1

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    15:56 — Arquivado em: Sem categoria

Deputado Paulo Teixeira relembra o Golpe de 64

Por um pedido do amigo Jasson, reproduzo o texto abaixo:

 
Por Jasson de Oliveira Andrade        
 
Poucos dias antes de completar 45 anos do Golpe de 64, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) pronunciou um histórico discurso na Câmara Federal, analisando a Ditadura Militar, citando ainda o que ocorreu em São João da Boa Vista, além de meu livro. Eis o que ele disse:  
 
“Daqui a menos de uma semana, o Golpe de 64 completará 45 anos. Não é uma data para se comemorar. Muito menos uma data para ser esquecida. Nem diminuída como fez há pouco um grande jornal. O que se seguiu ao Golpe foi uma sucessão de arbitrariedades, injustiças, desmandos que as novas gerações precisam conhecer. 
 
Muita gente foi perseguida, presa, torturada e morta. Muita gente teve a vida irremediavelmente atingida. Muita gente sofreu, muita gente se perdeu.
 
Vários já falaram sobre esses dias de Chumbo. Mas hoje, nessa tribuna, gostaria de lembrar de gente absolutamente inocente, gente que foi perseguida porque era adversária política dos grandes coronéis da época e que ousou deixar claras suas posições. Isso aconteceu tanto a homens conhecidos e lembrados até hoje, como Vladimir Herzog quanto com alguns colegas de profissão de Herzog que, mesmo em cidades pequenas, tiveram que enfrentar a fúria dos truculentos de plantão. Falo especificamente de um homem, um jornalista, um advogado, um pensador muito querido por mim: meu amigo Jasson de Oliveira Andrade. 
 
Em 1964, Jasson era um exemplar funcionário do então Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (Samdu) em São João. Nas horas vagas, também era redator do jornal O Município, onde era encarregado, além de redigir as páginas de esportes, de cobrir as atividades da Câmara Municipal. 
 
Jasson também era militante do PTB. Talvez isso tenha irritado o que se chamava de "direita de plantão" na época. O fato é que ele foi preso dois dias depois do Golpe. Passou mais de um mês na cadeia. Depois, foi exonerado .Perdeu seu emprego no Samdu sem qualquer motivo. Tinha mulher e um bebê de nove meses para sustentar. Não houve qualquer explicação legal para o fato. Jasson não foi o único. Outros companheiros de São João da Boa Vista como Ito Amorim, Hélio Fonseca, Benedito Sérgio de Almeida Brandão, Wilson Lourenço Gomes foram presos e acusados.  
 
Os "comunistas" foram inclusive acusados de serem os responsáveis por uma série de incêndios que haviam ocorrido na região na década anterior. Anos depois foi apurado que não só os acusados eram inocentes como também passou a haver a forte suspeita de que os mesmos dedos que acusavam haviam participado da "obra". 
 
Jasson conta a sua história no livro "Golpe de 64 em São João da Boa Vista”. Um relato histórico, mas emocionado, de como a ditadura foi capaz de alterar para sempre o destino e a história dele e de outros brasileiros, dos mais comuns aos mais ilustres.
 
 
Quem tenta reduzir a extensão dos danos que a ditadura causou a nosso país incorre não apenas num erro histórico detestável, mas numa enorme injustiça. O Golpe não foi nem um pouco brando com Jasson. Mas ele está vivo para contar sua história. Mas também não houve qualquer brandura com outros tantos como Vladimir Herzog, Edson Luiz, Manoel Fiel Filho ou Rubens Paiva - só para citar alguns.
 
Então, senhor presidente, senhoras e senhores deputados, minha homenagem a todos que se mantiveram firmes naqueles tempos duros. Meu profundo respeito aos que ousaram acreditar. E meu apelo para que não nos esqueçamos daqueles dias. Para que eles jamais se repitam”. (PEQUENO EXPEDIENTE, 25/3/2009)
 
Torcemos para que realmente aqueles dias jamais se repitam: DITADURA NUNCA MAIS! 
 
criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    15:12 — Arquivado em: Sem categoria

1.3.09

O banheiro

Temendo o apagão, a assessoria do prefeito marcou a cerimônia para o começo da tarde.

            Estava todo mundo lá: prefeito, vice, juiz, bispo, autoridades, populares e toda sorte de aspones e puxa-sacos que adoram bajular o Poder. Chamaram até a banda municipal para animar o grande evento.

            Que grande evento?? Ora, ora, incautos e desavisados, que mais poderia ser senão a inauguração do banheiro público na praça central da cidade.

            O governador foi convidado, mas recusou o convite alegando uma indisposição estomacal. Ainda bem que o mal-estar foi esse, caso o desarranjo fosse intestinal seria bem possível que o convidassem para inaugurar, literalmente, a obra.

            Na entrada dos sanitários armaram um palanque onde as autoridades se revezavam nos discursos.

            O Juiz da segunda vara revirou as catacumbas do Direito para enaltecer as privadas do povo:

            Um banheiro, sim, um belo banheiro. Uma obra de arquitetura, sim, uma magnífica obra de arquitetura. Mas, povo aqui presente, isso é muito mais que um belo banheiro ou uma magnífica obra de arquitetura. Muito mais. Nesta praça foi edificado um ideal de justiça, um sonho de igualdade. Nestas latrinas não há discriminação. Nelas repousarão as nádegas do rico e do pobre, do branco e do preto, do católico e do crente, do gay e do hetero, do médico e do padeiro… Parabéns ao prefeito por sintetizar numa obra pública o que a humanidade busca desde priscas eras.

            O bispo foi breve e profundo:

            Nós, sacerdotes, somos procurados pelos fiéis quando a alma e o espírito padecem. Entretanto, meus caros, por vezes é o corpo com suas contrações abdominais que clama por socorro. Nestas horas, queridos irmãos, só um bom banheiro para aliviar o suplício. Cumprimento o prefeito por atender aos anseios fisiológicos do seu povo.

            Embarcando no populismo exacerbado que contaminou os oradores, o prefeito se empolgou:

            Numa época em que o mundo se preocupa somente com números, cifras, cálculos, estatísticas e tudo o que vem a reboque das ciências exatas, a minha administração foca o ser humano a as suas mais imprevisíveis manifestações biológicas. Queremos que o cidadão tenha um teto aconchegante onde, na hora do aperto, possa satisfazer as suas mais humanas necessidades. Quem aqui nunca se viu arrepiado buscando desesperadamente por um vaso límpido? Meus concidadãos, esta obra marca um divisor de águas na minha gestão. De hoje em diante, eu e minha equipe vamos administrar a cidade visando o completo bem-estar do munícipe. Usem e abusem do novo banheiro. Façam nele o que tiver que ser feito.

            Após os calorosos aplausos ao discurso do alcaide, o mestre-de-cerimônias saiu do script e convocou o estado-maior sanjoanense:

            Neste momento ímpar na história desta cidade, quero convidar o senhor prefeito e seu vice para que inaugurem de verdade o banheiro, derramando seus fluídos corpóreos sobre a alva louça sanitária nele instalada.

            Constrangidos, mas sem saída, prefeito e vice desceram abraçados a rampa que leva até o interior dos suntuosos aposentos sanitários. 

            Enquanto o establishment municipal fazia o pipi inaugural, a banda, encerrando a epopéia vespertina, tocava “Carruagens de Fogo.”

 

Em tempo: a referência ao apagão no parágrafo inaugural denuncia que a crônica foi desengavetada. Verdade. A lavra, republicada, é da primeira metade da primeira década deste século, quando esta Sanja crepuscular, governada pelo tucanato, ganhou o banheiro público inspirador de escribas pouco criativos. O texto, para deleite de alguns e ódio de poucos, está na Segunda Antologia da Academia de Letras de São João da Boa Vista, publicada em 2007.

 

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    20:06 — Arquivado em: Sem categoria

23.2.09

Carnaval saboroso!


Um dos ícones da gastronomia botequeira paulistana é o sanduíche de pernil do Bar Estadão. No velho centro da metrópole, a casa, com seu menu popular e cheio de sabor, é um ambiente democrático, recebendo do office-boy ao executivo, do contínuo ao chefe de redação.

O glutão que assina este blog planejou algumas vezes a degustação in loco do mítico sanduba. Por variadas razões, nunca deu certo.

Sabedor da minha orfandade, o generoso amigo Rodrigo Meirelles, que se apaixonou por uma moça de pedigree macaúbico, trouxe pra Sanja uma peça de pernil do Estadão para fazermos a iguaria sob as bençãos dos crepúsculos maravilhosos.

Sim, eles vendem o traseiro suíno pra viagem, ensinam a cortar e botam no kit um baldinho com o molho que dá um tchan no lanche. E como o sanduíche pede pão francês fresquinho, cá nas paragens da Beloca optamos pelo da Castelo, que nada fica devendo aos das melhores boulangeries da Paulicéia.

 O pernil ainda inteiro e o molho "secreto" que vem no kit

 

 Fatiando a peça e montando o sanduba

 

clique aqui e visite o site do Bar Estadão

criado por Lauro Augusto Bittencourt Borges    15:38 — Arquivado em: Sem categoria

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